ENFERMAGEM

FONTE MINISTERIO DA SAUDE

quarta-feira, 9 de março de 2011

Definições e Técnicas de Estomas Intestinais





  O vocábulo “estoma” tem origem grega a partir do étimo “stóma”, exprime a idéia de “boca” e tem como sinônimo “estômato”1. Colostomia e ileostomia são definidas, respectivamente, pela abertura de segmento cólico ou ileal na parede abdominal visando ao desvio do conteúdo fecal para o meio externo2. Colostomias e ileostomias estão previstas na abordagem terapêutica de um grande número de doenças que incluem o câncer colorretal, doença diverticular, doença inflamatória intestinal, incontinência anal, colite isquêmica, polipose adenomatosa familiar, trauma, megacólon, infecções perineais graves e proctite actínica entre outras. São criadas em caráter temporário —como nas situações de trauma abdominal com perfuração intestinal ou em função da necessidade de proteção de uma anastomose intestinal mais distal à derivação—, ou definitivo objetivando, nesse caso, substituir a perda de função esfinctérica resultante de tratamento cirúrgico ou incontinência após insucesso de outras opções que objetivam restaurar a evacuação transanal. Podem ser realizadas em associação, ou como resultado de procedimento operatório ou  isoladamente (“trephine stomas”).

A construção de um estoma deve ser evitada sempre que possível; entretanto, o custo associado ao convívio com a doença pode ser extremamente alto e a propriedade da indicação cirúrgica pode ser constada pela observação de que a qualidade de vida deve melhorar após realização de um estoma quando bem indicado. Paradoxalmente à vertiginosa melhora e progresso dos cuidados com o ostomizado, o número de estomas definitivos vem caindo consideravelmente3 após o aperfeiçoamento da técnica cirúrgica, antibioticoprofilaxia e desenvolvimento dos aparelhos de sutura mecânica. Em substituição à rotina de excisão e estoma definitivo, as operações de reservatório ileal pélvico, ileostomia continente e implante de esfíncteres anais artificiais vêm ganhando crescentemente mais adeptos.

No entanto, essa operações representam opções desejáveis mas não realizáveis para uma significativa parcela dos doentes para os quais somente a técnica operatória apurada, reabilitação dedicada e hábeis cuidados de estomaterapia poderão resultar em máximo de adaptação ao estoma e retorno às atividades habituais muito próximo do normal.  É importante lembrar que após as operações para o tratamento do câncer do reto  e da retocolite ulcerativa que originam estomas definitivos, realizadas respectivamente por força de radicalidade oncológica e contraindicação à proctocolectomia conservadora, a obtenção da cura da doença na maioria das vezes ocasiona rápida adesão às técnicas de estomaterapia.


As colostomias e ileostomias são mais comumente classificadas como temporárias ou definitivas e terminais ou em alça.Uma colostomia ou ileostomia representa uma anastomose colo-cutânea ou íleo-cutânea. No entanto, não raramente, a construção dos estomas é reservada ao cirurgião menos experiente na equipe cirúrgica ou iniciante na especialidade. Analogamente ao que ocorre para a  anastomose colo-anal ou íleo-anal, os bons resultados funcionais que são obtidos após a confecção de estomas intestinais são resultado de rígida adesão a sólidos princípios técnicos há muito estabelecidos e que se iniciam no período pré-operatório. Com a exceção de pequenas mas notáveis diferenças, os princípios técnicos gerais para a construção de colostomias e ileostomias são muito similares

 A aplicação do dispositivo coletor deve ser realizada imediatamente após o término da operação. Não há utilidade em realizar curativo pois o sangramento ao término da operação é mínimo e o funcionamento do estoma pode ser verificado freqüentemente ainda no trans-operatório, principalmente nas situações de obstrução intestinal.
CUIDADOS PÓS-OPERATÓRIOS GERAIS
Os cuidados no período pós-operatório são em geral simples, principalmente nas situações em que não foi realizada laparotomia porque a dor e a duração do íleo pós-operatório são menores. Variam, no entanto, conforme a indicação de realização da derivação. É possível, em doentes selecionados, oferecer liquídos no pós-operatório imediato quando a operação tenha sido de curta duração e não necesitou de grande mobilização do intestino. É importante checar em mais de uma oportunidade a viabiliade do estoma no pós-operatório imediato bem como verificar se não houve retração ou afundamento, e ainda, certificar-se da correta posição do bastão nas derivações em alça. Geralmente, antibióticos não devem ser administrados por mais de 24h no período pós-operatório e a manutenção de líquidos intravenosos não deve ultrapassar a passagem de flatos. O emprego da sondagem nasogástrica não é necessário, à exceção das situações de obstrução intestinal. O emprego de antiperistálticos (loperamida e difenoxilato) no pós-operatório das ileostomias é assunto controverso e, via de regra, não há clara indicação para o seu uso. No entanto, para os doentes evoluindo no pós-operatório precoce com dificuldades no controle do estado de hidratação devido à presença de afecções associadas (cardiopatia e nefropatia, principalmente), seu emprego temporário pode ser de valor.
fonte:http://www.colorretal.com.br/conteudocompleto.asp
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O CANCER E A AÇÃO DA ENFERMAGEM



 Cuidados Paliativos

Todo paciente com câncer tem dor?A grande maioria dos pacientes com câncer avançado sente algum tipo de dor. Porém, na maioria dos casos, a dor é controlada através de medicamentos por via oral. É importante lembrar que somente o médico poderá avaliar o melhor remédio para a dor do paciente.
O que é a traqueostomia e quando ela é indicada?É uma cirurgia simples para colocação de um pequeno tubo de metal (chamado de cânula) na região próxima ao "Pomo de Adão", para facilitar a entrada do ar. Ela é indicada quando existe alguma obstrução que dificulta a passagem de ar da boca ou nariz até os pulmões.




Como fazer a limpeza da subcânula de traqueostomia?O conjunto de cânula metálica de traqueostomia possui duas peças: a cânula e a subcânula. A cânula é a peça mais externa, que fica presa ao pescoço pelo cadarço. A subcânula é a peça que fica por dentro da cânula, e que deve ser limpa no mínimo três vezes ao dia, para evitar entupimento e uma conseqüente falta de ar. O cadarço da cânula deve ser trocado no mínimo uma vez ao dia ou sempre que estiver sujo. Para limpar a subcânula, proceda da seguinte maneira:

1 - Retire a subcânula, deixe-a de molho em um recipiente com água e sabão neutro por alguns minutos. Reserve um recipiente específico para este fim.
2 - Depois que a crosta estiver amolecida, esfregue bem a subcânula por dentro e por fora, usando uma esponja, tira de tecido ou uma escovinha de bico de mamadeira. Enxágüe com água corrente.
3 - Ferva a subcânula, em um recipiente também reservado apenas para este fim, durante 10 minutos.
4 - Espere a subcânula esfriar antes de introduzi-la novamente na cânula.
Por que os pacientes perdem o apetite?A falta de apetite é bastante freqüente nos pacientes com câncer. Isto acontece, principalmente, devido às alterações metabólicas. Além da própria doença, outros fatores como a falta ou redução das atividades físicas, a manifestação de dor ou ainda alterações no estado psicológico podem contribuir para piorar este estado.
O que fazer pelo paciente que não está mais querendo comer?Pacientes oncológicos tendem a perder o apetite. Por isso, não devem ser lembrados a todo momento que não comem como antes, e nem devem ser sobrecarregados de comida. A vontade do paciente deve ser respeitada, porém, alguns conselhos podem amenizar a situação:
• Distraia o paciente na hora da alimentação e faça deste um momento tranqüilo
• Ofereça pequenas quantidades de comida várias vezes ao dia e diminua a quantidade de líquido ingerida durante as refeições
• Enriqueça a dieta com alimentos variados, como: na vitamina de frutas, acrescente leite em pó e uma farinha; na sopa, misture legumes, carne, óleo ou azeite e ovo e bata tudo no liqüidificador
Como deve ser feita a limpeza da boca?O paciente, quando não tiver dificuldade para andar, deve fazer a limpeza da própria boca regularmente após as refeições. Pacientes, com limitação de movimento porém conscientes, devem ter ao seu alcance o material necessário para que ele mesmo faça sua higiene. Em ambos casos, é recomendada a utilização de escova de dente macia e creme dental com flúor. Quando o paciente estiver inconsciente ou confuso, uma outra pessoa deve fazer a limpeza da boca com gaze embebida em um solução anti-séptica, como por exemplo a cepacaína, pelo menos seis vezes ao dia.
O que fazer quando o paciente tem dificuldade para engolir?O primeiro passo é saber o que está causando esta dificuldade. Ela pode ser causada por alguma infecção como herpes ou sapinho, por uma irritação conseqüente dos tratamentos já realizados, ou até mesmo por uma compressão na garganta que impede ou dificulta o ato de engolir. Estes problemas podem ser solucionados através de medicamentos ou, se o paciente optar, com a colocação de uma sonda para possibilitar a alimentação. Uma dieta apropriada, orientada pela nutricionista, também ajuda a diminuir o desconforto.
O que é alimentação por sonda?A sonda é um tubo bem fino que é colocado no paciente, pelo nariz ou diretamente no estômago ou intestino, para que ele possa se alimentar. Neste caso, a dieta será composta somente de líquidos coados e preparada conforme orientação da nutricionista.
Quais são os cuidados que devo ter com a colostomia?Observe a cor (deve ser vermelho vivo), o brilho, a umidade, a presença de muco, o tamanho e a forma. Limpe a estoma delicadamente, com água, de preferência durante o banho. Não é necessário esfregá-la. Evite roupas com elásticos ou cintos que apertem a estoma. Caso perceba alguma anormalidade, procure imediatamente o serviço de Enfermagem do HC IV.
Quais os cuidados que devo ter com a pele ao redor da colostomia?A pele ao redor da colostomia requer um cuidado especial porque o contato prolongado com as fezes pode causar irritação. Para manter a integridade e a aderência da pele ao dispositivo deve-se ter os seguintes cuidados:
1 - NUNCA utilizar substâncias agressivas à pele, como álcool, benzina, colônias, tintura de benjoim, mercúrio, merthiolate, pomadas e cremes. Estes produtos ressecam a pele, favorecendo o aparecimento de feridas e reações alérgicas.
2 - A limpeza da pele ao redor da colostomia deve ser feita com água e sabão neutro. Não é necessário esfregar com força ou usar esponjas ásperas.
3 - Tome cuidado com insetos, em especial as moscas. Não permita que eles pousem na colostomia ou na pele ao redor.
4 - Procure o serviço de Enfermagem do HC IV sempre que notar alguma anormalidade.

FONTE:INCA - Ministério da Saúde



O que é o câncer?



Câncer é o nome dado a um conjunto de mais de 100 doenças que têm em comum o crescimento desordenado (maligno) de células que invadem os tecidos e órgãos, podendo espalhar-se (metástase) para outras regiões do corpo.

Dividindo-se rapidamente, estas células tendem a ser muito agressivas e incontroláveis, determinando a formação de tumores (acúmulo de células cancerosas) ou neoplasias malignas. Por outro lado, um tumor benigno significa simplesmente uma massa localizada de células que se multiplicam vagarosamente e se assemelham ao seu tecido original, raramente constituindo um risco de vida.


Os diferentes tipos de câncer correspondem aos vários tipos de células do corpo. Por exemplo, existem diversos tipos de câncer de pele porque a pele é formada de mais de um tipo de célula. Se o câncer tem início em tecidos epiteliais como pele ou mucosas ele é denominado carcinoma. Se começa em tecidos conjuntivos como osso, músculo ou cartilagem é chamado de sarcoma.
Outras características que diferenciam os diversos tipos de câncer entre si são a velocidade de multiplicação das células e a capacidade de invadir tecidos e órgãos vizinhos ou distantes (metástases).

O que causa o câncer?
As causas de câncer são variadas, podendo ser externas ou internas ao organismo, estando ambas inter-relacionadas. As causas externas relacionam-se ao meio ambiente e aos hábitos ou costumes próprios de um ambiente social e cultural. As causas internas são, na maioria das vezes, geneticamente pré-determinadas, estão ligadas à capacidade do organismo de se defender das agressões externas. Esses fatores causais podem interagir de várias formas, aumentando a probabilidade de transformações malignas nas células normais.

De todos os casos, 80% a 90% dos cânceres estão associados a fatores ambientais. Alguns deles são bem conhecidos: o cigarro pode causar câncer de pulmão, a exposição excessiva ao sol pode causar câncer de pele, e alguns vírus podem causar leucemia. Outros estão em estudo, como alguns componentes dos alimentos que ingerimos, e muitos são ainda completamente desconhecidos.
 
O envelhecimento traz mudanças nas células que aumentam a sua suscetibilidade à transformação maligna. Isso, somado ao fato de as células das pessoas idosas terem sido expostas por mais tempo aos diferentes fatores de risco para câncer, explica em parte o porquê de o câncer ser mais freqüente nesses indivíduos.Os fatores de risco ambientais de câncer são denominados cancerígenos ou carcinógenos. Esses fatores atuam alterando a estrutura genética (DNA) das células.
O surgimento do câncer depende da intensidade e duração da exposição das células aos agentes causadores de câncer. Por exemplo, o risco de uma pessoa desenvolver câncer de pulmão é diretamente proporcional ao número de cigarros fumados por dia e ao número de anos que ela vem fumando.
Fatores de risco de natureza ambiental
Os fatores de risco de câncer podem ser encontrados no meio ambiente ou podem ser herdados. A maioria dos casos de câncer (80%) está relacionada ao meio ambiente, no qual encontramos um grande número de fatores de risco. Entende-se por ambiente o meio em geral (água, terra e ar), o ambiente ocupacional (indústrias químicas e afins) o ambiente de consumo (alimentos, medicamentos) o ambiente social e cultural (estilo e hábitos de vida).
As mudanças provocadas no meio ambiente pelo próprio homem, os 'hábitos' e o 'estilo de vida' adotados pelas pessoas, podem determinar diferentes tipos de câncer.
Tabagismo Hábitos Alimentares
Alcoolismo Hábitos Sexuais
Medicamentos Fatores Ocupacionais
Radiação solar
HereditariedadeSão raros os casos de cânceres que se devem exclusivamente a fatores hereditários, familiares e étnicos, apesar de o fator genético exercer um importante papel na oncogênese. Um exemplo são os indivíduos portadores de retinoblastoma que, em 10% dos casos, apresentam história familiar deste tumor.

Alguns tipos de câncer de mama, estômago e intestino parecem ter um forte componente familiar, embora não se possa afastar a hipótese de exposição dos membros da família a uma causa comum. Determinados grupos étnicos parecem estar protegidos de certos tipos de câncer: a leucemia linfocítica é rara em orientais, e o sarcoma de Ewing é muito raro em negros.
10 dicas para a redução dos fatores de risco
Como surge o câncer?
As células que constituem os animais são formadas por três partes: a membrana celular, que é a parte mais externa; o citoplasma (o corpo da célula); e o núcleo, que contêm os cromossomas, que, por sua vez, são compostos de genes. Os genes são arquivos que guardam e fornecem instruções para a organização das estruturas, formas e atividades das células no organismo. Toda a informação genética encontra-se inscrita nos genes, numa "memória química" - o ácido desoxirribonucleico (DNA). É através do DNA que os cromossomas passam as informações para o funcionamento da célula.
Uma célula normal pode sofrer alterações no DNA dos genes. É o que chamamos mutação genética. As células cujo material genético foi alterado passam a receber instruções erradas para as suas atividades. As alterações podem ocorrer em genes especiais, denominados protooncogenes, que a princípio são inativos em células normais. Quando ativados, os protooncogenes transformam-se em oncogenes, responsáveis pela malignização (cancerização) das células normais. Essas células diferentes são denominadas cancerosas.
fonte:
INCA INSTITUTO NACIONAL DO CANCER


Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos.
Fernando Pessoa
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"CONVENÇA-SE" que você é capaz e pode.
Acredite na única pessoa que talvez nunca tenha escutado...você mesmo.
Tenha pressa em crer na sua própria força e verá como seus sonhos se tornarão realidade.

"VOCÊ TEM O PODER", a sabedoria e o amor ilimitado para lutar.

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(palavras de autoconhecimento)