Uma pesquisa feita pelo Ibope revelou que 44 por cento da população brasileira não conhece a trombose. Estima-se que somente em 2009 mais de 5 mil pessoas contraíram a doença e pelo menos mil delas chegaram a óbito. A trombose é a obstrução de uma ou mais veias profundas do corpo, causada por um coágulo que impede a circulação de sangue para o pulmão. A cirurgiã vascular, Viviane Borges, afirma que na maior parte dos casos, a trombose ocorre nas pernas, mas pode surgir em outras partes do corpo, até mesmo no cérebro. Viviane Borges destaca alguns sintomas da doença




Fatores de Risco:
Os fatores de risco da trombose venosa podem ser de natureza genética, definidos pela hereditariedade (pai, mãe e avós), ou após eventos ocorridos durante a vida do paciente, como traumas e cirurgias - são os fatores de risco adquiridos.
A hereditariedade terá uma influência maior ou menor quanto mais ascendentes tiverem uma história de doenças venosas.

Os fatores adquiridos estão relacionados ao estilo de vida de cada paciente. Incluem a posição predominante de trabalho, obesidade, tabagismo, gestações, doenças associadas, atividade física, etc.

A velocidade e a intensidade de aparecimento dos sinais e sintomas de doenças venosas em um determinado paciente é o resultado da soma dos fatores genéticos e adquiridos.
Estima-se que mais de 60% da predisposição de uma pessoa a desenvolver um quadro de trombose venosa esteja associada a componentes genéticos do sangue defeituosos que, no seu conjunto, são conhecidos como Trombofilia.
Fatores de risco genéticos:

Trombofilias - São alterações muito específicas de alguns componentes do sangue, que participam no processo de formação de um coágulo. Por causa dessas alterações, estas pessoas tem uma tendência maior para desenvolver o quadro de trombose quando outros fatores aparecerem (cirurgia, parto, etc).

Fatores de risco adquiridos:
Idade - Muito baixa a probabilidade de TVP antes dos 40 anos, e alta após os 70.
Tabagismo - Aumenta bastante a ocorrência de complicações.
Cirurgias - Cirurgia Geral (como a abdominal, apêndice, etc), tem o risco de 19%; cirurgia neurológica, 24%; ortopédica(cirurgia do quadril, por exemplo para colocar prótese), 61.

Trauma - 58% dos pacientes traumatizados apresentam algum tipo de trombose (acidente de carro, acidente de moto, etc.
Viagem aérea prolongada - Conhecida como "Trombose da Classe Econômica" por causa dos longos períodos sentados em acentos com pouco espaço.
Gravidez e Pós-parto - A trombose é 5 vezes mais provável nestas condições. Ela ocorre de 2 a 6 casos de TVP para cada 1000 partos.

Imobilidade temporária ou permanente - Nas imobilizações (fatura de braço, perna, etc) por menos de 7 dias, o risco de trombose é de 15%. Acima de 7 dias, chega a 80%, sendo a principal causa da trombose venosa profunda.

TVP ou EP (Embolia Pulmonar) anteriores - Aumenta em até 3 vezes a possibilidade de uma nova trombose.É o maior fator de risco para um novo episódio.
Neoplasias (Câncer) - 15% com neoplasia vão ter trombose. Sendo o adenocarcinoma o tipo de tumor mais frequente.
Anticoncepcionais - Aumenta em até 3 vezes a possibilidade de Trombose. Se estiver associado a algum fator genético (Trombofilia), a probabilidade é 50 vezes maior.

Reposição hormonal - O etinil-estradiol em doses maiores que 50ug/dia em certos concepcionais, aumenta a probabilidade de trombose.
Insuficiência Cardíaca -Pacientes sem história de infarto apresentam uma incidência geral de trombose em até 10% dos casos. Na presença de infarto cardíaco esta incidência chega a 40%.
Acidente Vascular Cerebral (AVC) - Está relacionada ao fator de risco e imobilização prolongada.

Infecção - Quando associada a qualquer um dos outros fatores de risco, aumenta em 2 vezes a possibilidade de trombose.
Quimioterapias - Aje aumentando os riscos por causa das alterações e efeitos colaterais na composição do sangue.

Varizes - Em pacientes cirúrgicos, aumenta a probabilidade de trombose pelas alterações do fluxo sanguíneo normal.
Obesidade mórbida -Aumentos superiores a 175% do peso ideal, levam a uma incidência de trombose venosa profunda de até 48%. Enquanto abaixo do 175% levam a incidência menor que 24%.

Doenças renais - Insuficiência Renal, altera a composição do sangue favorecendo a formação do Trombo.
Doenças inflamatórias intestinais - A retocolite ulcerativa está associada a uma maior incidência de trombose
Texto elaborado pelo Dr. Franciso Osse

"Ela pode ser até assintomática e o primeiro sintoma ser embolia pulmonar. Algumas tromboses mais extensas podem dar dor, edema e empastamento do membro, a musculatura fica mais rígida e pode haver uma dor para caminhar, que a gente chama de claudicação venosa."
cirurgiã vascular - Viviane Borges



Quando é considerada Aguda ou Crônica?
Ela pode ser aguda quando o tempo entre a formação do coágulo e o diagnóstico não ultrapassa duas semanas. A partir da 3ª semana, ela passa a ser considerada crônica, por causa das transformações que acontecem no coágulo - ele se torna uma fibrose (como se fosse uma cicatriz) dentro da veia. Tipos de Trombose
O tipo de trombose é definido pela sua origem, o que a desencadeou. Uma cirurgia, uma ocorrência traumática, heditariedade, etc.
Quem pode ter trombose?
Fatores de Risco:
Os fatores de risco da trombose venosa podem ser de natureza genética, definidos pela hereditariedade (pai, mãe e avós), ou após eventos ocorridos durante a vida do paciente, como traumas e cirurgias - são os fatores de risco adquiridos.
A hereditariedade terá uma influência maior ou menor quanto mais ascendentes tiverem uma história de doenças venosas.
Os fatores adquiridos estão relacionados ao estilo de vida de cada paciente. Incluem a posição predominante de trabalho, obesidade, tabagismo, gestações, doenças associadas, atividade física, etc.
A velocidade e a intensidade de aparecimento dos sinais e sintomas de doenças venosas em um determinado paciente é o resultado da soma dos fatores genéticos e adquiridos.
Estima-se que mais de 60% da predisposição de uma pessoa a desenvolver um quadro de trombose venosa esteja associada a componentes genéticos do sangue defeituosos que, no seu conjunto, são conhecidos como Trombofilia.
Fatores de risco genéticos:
Trombofilias - São alterações muito específicas de alguns componentes do sangue, que participam no processo de formação de um coágulo. Por causa dessas alterações, estas pessoas tem uma tendência maior para desenvolver o quadro de trombose quando outros fatores aparecerem (cirurgia, parto, etc).
Fatores de risco adquiridos:
Idade - Muito baixa a probabilidade de TVP antes dos 40 anos, e alta após os 70.
Tabagismo - Aumenta bastante a ocorrência de complicações.
Cirurgias - Cirurgia Geral (como a abdominal, apêndice, etc), tem o risco de 19%; cirurgia neurológica, 24%; ortopédica(cirurgia do quadril, por exemplo para colocar prótese), 61.
Trauma - 58% dos pacientes traumatizados apresentam algum tipo de trombose (acidente de carro, acidente de moto, etc.
Viagem aérea prolongada - Conhecida como "Trombose da Classe Econômica" por causa dos longos períodos sentados em acentos com pouco espaço.
Gravidez e Pós-parto - A trombose é 5 vezes mais provável nestas condições. Ela ocorre de 2 a 6 casos de TVP para cada 1000 partos.
Imobilidade temporária ou permanente - Nas imobilizações (fatura de braço, perna, etc) por menos de 7 dias, o risco de trombose é de 15%. Acima de 7 dias, chega a 80%, sendo a principal causa da trombose venosa profunda.
TVP ou EP (Embolia Pulmonar) anteriores - Aumenta em até 3 vezes a possibilidade de uma nova trombose.É o maior fator de risco para um novo episódio.
Neoplasias (Câncer) - 15% com neoplasia vão ter trombose. Sendo o adenocarcinoma o tipo de tumor mais frequente.
Anticoncepcionais - Aumenta em até 3 vezes a possibilidade de Trombose. Se estiver associado a algum fator genético (Trombofilia), a probabilidade é 50 vezes maior.
Reposição hormonal - O etinil-estradiol em doses maiores que 50ug/dia em certos concepcionais, aumenta a probabilidade de trombose.
Insuficiência Cardíaca -Pacientes sem história de infarto apresentam uma incidência geral de trombose em até 10% dos casos. Na presença de infarto cardíaco esta incidência chega a 40%.
Acidente Vascular Cerebral (AVC) - Está relacionada ao fator de risco e imobilização prolongada.
Infecção - Quando associada a qualquer um dos outros fatores de risco, aumenta em 2 vezes a possibilidade de trombose.
Quimioterapias - Aje aumentando os riscos por causa das alterações e efeitos colaterais na composição do sangue.
Varizes - Em pacientes cirúrgicos, aumenta a probabilidade de trombose pelas alterações do fluxo sanguíneo normal.
Obesidade mórbida -Aumentos superiores a 175% do peso ideal, levam a uma incidência de trombose venosa profunda de até 48%. Enquanto abaixo do 175% levam a incidência menor que 24%.
Doenças renais - Insuficiência Renal, altera a composição do sangue favorecendo a formação do Trombo.
Doenças inflamatórias intestinais - A retocolite ulcerativa está associada a uma maior incidência de trombose
Texto elaborado pelo Dr. Franciso Osse
"Ela pode ser até assintomática e o primeiro sintoma ser embolia pulmonar. Algumas tromboses mais extensas podem dar dor, edema e empastamento do membro, a musculatura fica mais rígida e pode haver uma dor para caminhar, que a gente chama de claudicação venosa."
cirurgiã vascular - Viviane Borges
"Algumas características são importantes. O tipo, a história familiar do paciente, se ele tem trombose na família pode ter um fator hereditário. A mulher, por exemplo, tem um fator que é importante: tanto a gestação, como o anticoncepcional são fatores que podem gerar trombose com mais facilidade. Então nesse período ter um certo cuidado com o uso de meias elásticas, atividade física regular, se puder, evitar o uso de anticoncepcional quando se tem uma história de trombose familiar seria interessante ou fazer uma pesquisa se existe um fator predisponente familiar junto ao médico. E principalmente ter um hábito de vida adequado."
LOC/REPÓRTER: A cirurgiã vascular Viviane Borges alerta que em caso de suspeita da doença, a pessoa deve procurar o posto de saúde mais próximo para receber o diagnóstico correto.
Reportagem, Juliana Costa
fonte:ministerio da saude.
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